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Mitos e Verdades sobre a Fibrose Pulmonar

A fibrose pulmonar é um grupo de doenças crônicas, raras, não transmissíveis e de causas variadas, que se caracteriza pela cicatrização excessiva do tecido do pulmão, fazendo com que ele fique espesso e rígido.

Essa alteração estrutural prejudica a troca gasosa, fazendo com que cérebro, coração e demais tecidos e órgãos não recebam o oxigênio necessário para que funcionem adequadamente.  

Inicialmente, a fibrose pulmonar pode ser assintomática. Conforme ela vai evoluindo, o sintoma mais comum é a falta de ar (dispnéia) desencadeada pela atividade física e, posteriormente, ao realizar ações simples, como vestir, tomar banho e falar.

Segundo estudos realizados fora do Brasil, a cada 100 mil, uma a duas pessoas podem ser acometidas pela doença. Por se tratar de um número relativamente baixo, o distúrbio ainda é pouco conhecido pela grande maioria das pessoas.

Por este motivo, assim como pelos riscos que a fibrose pulmonar oferece, selecionamos alguns mitos e verdades sobre ela e os esclarecemos para você. Confira!

4 mitos e verdades sobre a fibrose pulmonar

1 – É pior que câncer de pulmão

Verdade. Apesar de qualquer tipo de câncer ser muito temido, caso ele seja diagnosticado de forma precoce, normalmente é possível curá-lo e a pessoa ter uma vida normal. Além disso, o câncer de pulmão pode ser prevenido.

Isto porque em cerca de 90% dos casos, o paciente fuma ou fumou ao longo da vida. Ou seja, evitando o tabaco, os riscos são escassos. Em contrapartida, a Fibrose pulmonar idiopática, uma das doenças que compõe o grupo, possui uma sobrevida após o diagnóstico, de aproximadamente 3 anos, principalmente se não for realizado um tratamento intensivo. Porém, existem outras formas de Fibrose Pulmonar que têm prognósticos menos sombrios.

Quanto à prevenção, como as causas estão até o momento mal esclarecidas, não existe nenhuma recomendação para evitá-la. Em casos específicos, como a Pneumonite de Hipersensibilidade, que está associada à inalação de agentes tóxicos, interromper a exposição pode permitir o controle da doença.

É importante destacar que, apesar de algumas formas de fibrose pulmonar poder levar o paciente ao óbito mais rapidamente que o câncer de pulmão, os sintomas de ambos são igualmente debilitantes.

Por este motivo, é essencial realizar uma avaliação com um pneumologista especializado, para que seja realizado o tratamento mais adequado visando conter o avanço da doença.

2 – Fibrose pulmonar não tem cura

Verdade. A fibrose pulmonar não possui cura porque há uma mudança no tecido pulmonar. No caso, com o surgimento das fibroses, ele fica mais rígido e, com o tempo, perde a elasticidade, fator que ainda não é possível ser revertido.

Entretanto, já existem tratamentos atuais que permitem retardar a progressão da doença e, assim, melhorar a qualidade de vida dos pacientes. É imprescindível, portanto, que ela seja diagnosticada em seu estágio inicial e haja acompanhamento especializado.

3 – O tratamento de fibrose pulmonar faz mal

Mito. Alguns medicamentos utilizados podem apresentar sim efeitos colaterais. Porém, existem tratamentos alternativos que oferecem benefícios além da melhora respiratória, já que devolvem a qualidade de vida à pessoa.

As terapias mais recomendadas para evitar maiores complicações da fibrose pulmonar são:

  • Medicamentos: O tipo e a dose variam conforme o tipo e estágio da doença, porém,  podem incluir imunossupressores, corticóides e antifibróticos;
  • Oxigenoterapia: Seu uso aumenta a oferta de oxigênio para o pulmão, facilitando a transferência dele para o sangue, para então levá-lo a todos os órgãos;
  • Exercícios: Por mais leve que seja o exercício, é importante praticá-lo para que haja melhora da capacidade física;
  • Reabilitação respiratória: Trata-se de exercícios de fortalecimento da musculatura respiratória e corporal, além de técnicas de respiração para otimizar o fluxo de entrada e saída do ar.
  • Nutrição: É comum que pacientes com fibrose pulmonar percam peso e, consequentemente, enfraqueça ainda mais os músculos respiratórios. Portanto, é importante adotar uma dieta balanceada e nutritiva para corrigir possíveis deficiências;
  • Vacinas: É recomendado realizar vacinas anti-influenza (Gripe) e anti-pneumocócica (Pneumonia) para evitar formas graves de infecções que possam piorar o quadro.

4 – Fibrose pulmonar desencadeia outras doenças

Mito. Por mais que ela possa ter relação com outras doenças, como reumatismos, não é possível afirmar que ela é a culpada. Isso porque algumas alterações costumam ter origem genética, ou seja, o problema respiratório acaba sendo somente um fator que antecipa o seu surgimento.

Um exemplo é a complicação conhecida como dedos “em baqueta de tambor”, ou seja, deformação da extremidade distal causada pela falta de oxigenação. Aproximadamente 50% dos portadores da doença apresentam este quadro, entretanto, ele também está presente em outros distúrbios.

Além disso, muitas vezes a Fibrose Pulmonar é confundida com outras doenças, já que seus sintomas são comuns a diversos outros distúrbios respiratórios. Assim, com o diagnóstico errado e incompleto, os riscos passam a ser muito maiores à saúde.

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Clínica CDRA

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