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Nódulo no pulmão é câncer? O que fazer?

Por dezembro 20, 2019 Nenhum comentário

O aparecimento de informações inesperadas em exames de rotina tiram o sono da maioria dos pacientes. Se for algo relacionado ao pulmão, ainda mais. Por ser um órgão tão central no funcionamento do organismo, qualquer indicação de que há algo errado leva os pacientes à preocupação imediata. É o caso do aparecimento de nódulos pulmonares.

Dentre os pacientes que realizam um exame de tomografia de rotina, ou para descartar possíveis condições antes de iniciar um tratamento, 25% descobre a presença de nódulos pulmonares em seus pulmões.

Apesar da incidência relativamente alta, os risco de malignidade são baixos. Contudo, é preciso estar atento e dar prosseguimento à investigação médica para descartar qualquer possibilidade de ser um nódulo cancerígeno.

Nódulo pulmonar: o que é?

Nódulo pulmonar é um termo amplo que designa alterações radiológicas detectadas em exames de imagem do pulmão. Ele é uma lesão sólida ou em vidro fosco, normalmente arredondada e com menos de 3 centímetros de diâmetro.

É importante buscar orientação médica diante do aparecimento de um desses nódulos. Eles podem indicar diversas doenças do aparelho respiratório. Ainda assim, os nódulos pulmonares têm baixa incidência de malignidade, sendo em 90% dos casos benignos.

O caso mais comum é de alterações cicatriciais, geralmente oriundas de infecções pulmonares anteriores. Esse caso não carece de tratamento por não haver complicações possíveis. 

Contudo, é possível que um nódulo indique um quadro infeccioso que demanda tratamento médico. Infecções como a tuberculose ou oriundas de fungos formam nódulos visíveis nos exames de imagem.

Outra possibilidade muito comum é a de um tumor benigno. Em alguns casos, porém, pode indicar a presença de um tumor maligno (câncer) de pulmão em estágios iniciais. Exatamente por esse motivo é que o surgimento de um nódulo pulmonar precisa de atenção médica, preferencialmente de um especialista. A detecção de um câncer em estágio inicial aumenta muito a chance de cura. 

O acompanhamento da evolução do quadro do paciente é fundamental para definir qual o tipo de nódulo em questão e qual será a conduta médica a ser aplicada dali para frente.

Tipos de nódulos

É importante notar que quanto maior o nódulo, maiores as chances de ele ser maligno. Porém, é preciso avaliar também qual o tipo de nódulo em questão. Nódulos com formatos regulares, lisos e arredondados tendem a ser benignos. Outro fator que favorece o caráter benigno é a calcificação. Quanto mais calcificado, maior a probabilidade de ser benigno.

Já nódulos com bordas irregulares, também chamados de espiculados, têm uma chance maior de serem malignos. Outro indicativo de caráter maligno é a composição do nódulos. Os chamados sub sólidos, podendo ser classificados como vidro fosco ou vidro associado, também apresentam índice maior de malignidade.

Sintomas

Nódulos pulmonares, em sua maioria, são assintomáticos. Pelo tamanho reduzido, raramente interferem na respiração do paciente. Contudo, se houverem sintomas, provavelmente, estes serão provenientes da condição que produziu o nódulo.

No caso de infecções como tuberculose e infecções fúngicas, os sintomas variam e são característicos dessas doenças. Já no caso específico de tumores malignos, configurando câncer de pulmão, os sintomas incluem falta de ar, dor no peito, tosse com sangue, dores nas costas e perda de peso.

A presença de algum desses sintomas por um período prolongado pode indicar a presença de um câncer de pulmão. Para sanar essa dúvida, é preciso buscar atendimento médico imediato e realizar exames específicos que vão determinar o caráter maligno, ou não, do nódulo ou tumor.

Quando um nódulo pulmonar pode ser câncer?

Após a identificação de um nódulo pulmonar em um exame de rotina, é preciso entender as características desse nódulo para determinar se é o caso de um tumor maligno (câncer) ou não. Essa determinação passa pela presença de alguns pontos básicos na composição e comportamento do nódulo.

Quanto à composição física do nódulo, como foi citado anteriormente, casos de nódulos maiores de 3 centímetros de diâmetro, com superfície irregular e baixa calcificação indicam probabilidade de tumor maligno.

Além disso, um nódulo classificável como sub sólido, podendo ser enquadrado como vidro fosco ou vidro associado, também é forte indício de malignidade no tumor. Contudo, para um diagnóstico mais completo e assertivo, o médico irá avaliar a evolução do nódulo ao longo do tempo. Importante ressaltar que nenhuma característica isoladamente pode predizer o risco de um nódulo ser câncer. 

Essa avaliação é feita com base na comparação entre exames ao longo de um determinado espaço de tempo. Se num primeiro momento o nódulo ainda mostra características benignas, o médico pode refazer essa avaliação a cada seis meses ou até anualmente. Se por um período de 2 a 3 anos o nódulo permanecer estável, cessa a necessidade novos exames.

Contudo, se o acompanhamento por exames de imagem mostra uma evolução no tamanho e formato do nódulo, o médico pode pedir outros exames para realizar um diagnóstico mais preciso.

Diagnóstico

A primeira etapa do diagnóstico de um câncer de pulmão é o exame por imagem, sendo raio x toráxico ou tomografia. A avaliação por exames de imagens funcionais como o PET-CT que avaliam a capacidade do nódulo captar glicose também pode ser usado para diferenciar um comportamento mais sugestivo de malignidade do nódulo. Uma vez determinada a anormalidade do nódulo, o médico pode prosseguir para uma biópsia. 

Na biópsia, o tipo de abordagem depende da localização do tumor no pulmão. Se o nódulo tumoral estiver mais centralizado, próximo às vias aéreas, é realizada a broncoscopia. No caso do tumor estar próximo da parte mais periférica do pulmão, é indicada a biópsia transtorácica guiada por tomografia.

Em casos extremos nos quais a malignidade do tumor é altamente provável, é indicado ir direto para a biópsia cirúrgica por procedimento minimamente invasiva. Determinada a malignidade do tumor, é hora de começar o tratamento o mais rápido possível para evitar a evolução do quadro.

Tratamento para nódulo pulmonar

O tratamento para nódulos pulmonares varia de acordo com as características apresentadas de caso a caso, como citado anteriormente. Em nódulos com baixo risco de serem cancerígenos, a abordagem é o acompanhamento periódico.

Esse acompanhamento é feito com exames por imagem regulares para entender a evolução do nódulo. Se não houver evolução ou ela estiver dentro dos padrões de casos benignos durante o período de 2 a 3 anos, é descartada a hipótese de câncer.

No caso de nódulos causados por doenças infecciosas, o curso de ação é tratar a infecção. Isso geralmente afeta o desenvolvimento e até pode acarretar o desaparecimento do nódulo, uma vez que a infecção for totalmente curada.

Agora, se o tumor for maligno e configurar um linfoma, ou câncer de pulmão, o tratamento varia dependendo do estágio em que o câncer se encontra. O tratamento pode envolver também quimioterapia, radioterapia e até intervenções cirúrgicas de acordo com a evolução do quadro.

Busque sempre a avaliação de um especialista

Diante do surgimento de um nódulo pulmonar, é fundamental estar atento e buscar a ajuda e avaliação de um especialista. Se você for acometido por algum dos sintomas anteriormente citados, busque atendimento com um especialista para uma avaliação completa.

Somente com o auxílio de um médico especializado será possível determinar correta e seguramente a malignidade ou não de um nódulo pulmonar. Vale lembrar que quanto antes o nódulo for identificado e caracterizado, melhor decorre o tratamento e aumentam as chances de cura no caso de um câncer.

Clínica CDRA

Autor Clínica CDRA

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